terça-feira, 31 de março de 2015

Crise faz bem para a cabeça

Em épocas de crise, semelhantes a que estamos passando no Brasil, o comportamento dos consumidores altera bastante a oferta dos produtos/serviços. Contratempos assim mostram quais estratégias competitivas se saem verdadeiramente vencedoras, as que sustentam melhor as empresas.
No caso do Brasil, não somente a economia está em crise, a sociedade também, basta ver o destaque da filosofia e como filósofos vem aparecendo, cada vez mais em evidência. Na economia o mesmo processo, escolas antes menos presentes nos debates como a Escola Austríaca (Mises, Hayek) e a Escola de Chicago (Stigler, Friedman) se levantam para questionar o passado, o presente e o futuro, divergindo da teoria dominante keynesiana.
Na administração ela evidencia as ações vencedoras e as supérfluas, empresas onde  embora sobreviva de forma mais arriscada e com mais dificuldades, a demanda continua mantendo a organização viva. Empresas que conseguiram se diferenciar, alcançando um posicionamento satisfatório no mercado, capazes de gerenciar o crescimento eficaz e real da empresa no longo prazo. É uma questão de sobrevivência.
Peter Drucker em seu artigo “O que se segue a uma década de euforia” na coletânea de artigos “Os novos desafios dos executivos” diz:
“Não é necessário ser a número um. Mas a empresa precisa ocupar uma posição razoável de liderança em seu mercado para não ser esmagada quando um pequeno  contratempo obrigar o varejista a reduzir seu estoque de eletrodomésticos para duas, três ou quatro marcas de giro rápido.” (1975)
Para os administradores essa é a melhor oportunidade para aprender, separar frivolidades de ações efetivas. Que a crise que vivemos sirva para nos levar a grandes discussões, novos aprendizados, a nos dar mais condições de sobreviver em longo prazo e principalmente nos retirar de qualquer tipo de acomodação. Comecemos “martelando”(no sentido nietzschiano do termo) ídolos e slogas que aí se põem como verdades universais / dogmas.

Fonte: http://m.administradores.com.br/artigos/marketing/crise-faz-bem-para-a-cabeca/86016/

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